Fibra Óptica: Muito além da internet

 O termo “fibra óptica” está muito associado à internet, uso de dados e telefones, mas é uma forma revolucionária na transmissão de informações de maneira eficiente e em grande velocidade, seja para qualquer atividade

  Vamos retornar a 1870, numa época em que todos pensavam que a luz era reta até a eternidade. Até que John Tyndall, físico britânico, provou o contrário diante de uma platéia de cientistas incrédulos. Através de uma lanterna dentro de um recipiente com água, ele provou que a luz podia fazer curvas. No entanto, esse conhecimento só voltou a ser discutido quase 100 anos depois, em 1952, quando o físico indiano Narinder Singh Kapany começou a estudar as singularidades da reflexão total interna.

  A saber, esse fenômeno óptico que ocorre na fronteira de dois meios transparentes muito interessaria às pesquisas futuras que levaram ao desenvolvimento da fibra óptica. Nesse sentido, Kapany conseguiu aprisionar a luz dentro de um material que tivesse pouca refração, conseguindo algo como um espelho. Sendo assim, a luz começou a agir sempre da mesma forma, realizando milhares de reflexões sucessivas, com o mesmo ângulo.

Fibra Óptica na prática

  Primordialmente, com a reflexão total da luz, estava formulada a teoria que resultaria na nossa internet ultrarrápida de hoje. Porém, faltava encontrar um material com as características refratárias do vidro e a maleabilidade de fios de cobre, para depois estreitar esses canos de luz à dimensão de um fio de cabelo.

  Três anos depois do início das suas pesquisas, em 1955, Narander Kapany cunhou a expressão “fibra óptica” e patenteou a invenção. Nesse ínterim, para chegar ao uso comum, a tecnologia precisou de mais um acontecimento. É aqui que entra na história outro físico, o chinês Charles Kao, que teve a ideia de usar a fibra óptica para a transmissão de dados de voz. Concluiu-se, então, que ela seria capaz de transmitir até 20 mil conversas telefônicas simultâneas. Ou seja, 40 vezes o índice de um fio de cobre convencional.

Quando o Brasil entrou na história?

  Aqui no nosso país, o primeiro cabo de fibra óptica foi puxado em 1977 na Unicamp – Universidade de Campinas. Resultado de bons avanços de uma equipe de pesquisa liderada por estudiosos que haviam participado das principais descobertas na década anterior.

  No entanto, mesmo sendo pioneiros na área, não aproveitamos o potencial e deixamos o desenvolvimento para trás, retomando a evolução em torno da tecnologia apenas alguns anos atrás.

Passado, presente e futuro da fibra óptica

  Hoje, quando falamos de qualidade na transmissão de dados, invariavelmente estamos nos referindo a uma rede de cabos de fibra óptica. Adotar essa tecnologia, em substituição à rede de cabeamento de cobre convencional, já não é mais uma questão de escolha. É mandatório para qualquer empresa de Telecom que pretenda se manter competitiva num mercado altamente dinâmico e exigente.

  A rede fibra óptica permite que o provedor ofereça a seus usuários uma conexão de internet com muito mais velocidade, estabilidade e segurança. Outro fator que torna essa tecnologia definitivamente mais atrativa e econômica no médio e longo prazo é que os cabos de fibra óptica têm durabilidade média de 25 anos e trocas menos frequentes significam menor custo de manutenção

  Esses provedores estão se antecipando ao futuro. Isso pode ser entendido pelo fato de que os avanços na transmissão de dados devem acontecer na maneira como a luz é transmitida através da fibra óptica. Como consequência direta, essas empresas já terão o cabeamento adequado para oferecer novos serviços e soluções, quando a tecnologia permitir, oferecendo sempre o melhor para quem usar.

Me avise quando estiver disponível